[JOGAÇO] Os melhores da geração

Publicado: 9 dezembro, 2011 em Games
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A geração atual de videogames, apesar de não estar mais no seu auge, ainda está longe de acabar. Ainda bem, porque sou gamer pobre e sem tempo e não dá pra ficar acompanhando ritmos desenfreados de atualização tecnológica.

Apesar disso, já tenho alguns jogos que posso eleger como os melhores da geração, e mesmo que essa lista cresça futuramente, os que irei relatar aqui tem lugar cativo, não saem de jeito nenhum.

Como possuo apenas um PS3, não posso falar no âmbito geral. Tenho certeza que há jogos de XBOX 360 e Wii excelentes, mas como não experimentei, não irei opinar sobre eles. Mas alguns jogos da lista são multi-plataforma, então tá valendo.

Mirror’s Edge

Capa do Mirror's Edge - PS3

Once the city used to pulse with energy, dirty and dangerous, but alive and wonderful.

Jogo fantástico, e infelizmente, menosprezado, Mirror’s Edge foi paixão à primeira vista assim que terminei de jogar sua versão demo no PS3. A cidade onde se passa o jogo é um lugar onde eu gostaria de morar. Ela passa a sensação de ser um lugar perfeito, pois é impecavelmente limpa, sem distúrbios, e livre de problemas como criminalidade, por exemplo.

E é exatamente por isso que Faith, a protagonista do jogo, faz o que faz. Ela sabe que a aparente utopia vivida pela cidade é nada mais do que fruto de um governo controlador invasivo, que submete os moradores a uma espécie de Big Brother de proporções épicas. Monitorando essencialmente toda e qualquer forma de comunicação trocada entre dois indivíduos, este governo sabe de tudo que está acontecendo, tornando possíveis revoltas e golpes de estado praticamente inviáveis, devido à falta de sigilo de seus organizadores.

Faith faz parte de um grupo de runners, praticantes da modalidade esportiva Le Parkour. Sua missão é levar mensagens de um ponto a outro da cidade, possibilitando, assim, comunicação sigilosa entre as pessoas. Uma forma de resistência que o governo tenta constantemente coibir, enviando suas forças policiais atrás dos runners.

O jogo tem perspectiva em primeira-pessoa, mas não é essencialmente um FPS, pois as armas são muito pouco utilizadas e praticamente colocadas de lado.  O foco do jogo é na velocidade, acrobacias e fuga, além da sensação vertiginosa de estarmos executando saltos e cambalhotas no topo de arranha-céus há vários metros das ruas. Por várias vezes você se verá saltando do topo de um prédio a outro, e um mínimo erro de cálculo te manda direto pro asfalto.

Tela de Mirror's Edge

Visualmente, o jogo também me impressionou. Na contramão de vários jogos dessa geração, Mirror’s Edge possui um visual claro e brilhante, com predominância de cores fortes e vivas, como vermelho, amarelo e branco. O dia está sempre ensolarado e realçando essas cores. Ótimos gráficos, mesmo pra um jogo do início da vida do PS3.

Sua trilha sonora é minimalista e não merece muito destaque, mas a música tema Still Alive, de Lisa Miskovsky, é cativante e totalmente adequada à proposta do jogo.

A história de Mirror’s Edge não é das mais épicas, mas é competente e entrete o jogador. Seu maior defeito é ser curta demais.

Esse jogo eu tenho na coleção e não sairá por nada. Estou ansioso e na torcida por uma sequência. Vale conferir.

Bioshock

Capa do Bioshock 2 - PS3

Crush him, Mr. B!!!

Assim como Mirror’s Edge, Bioshock me ganhou logo na sua versão demo.

Ao contrário dos FPS atuais, Bioshock é, na minha visão, um FPS à moda antiga. Assim como em Doom, Duke Nukem e Quake, por exemplo, você tem, nas fases, um mapa para explorar, e precisa cumprir objetivos como pegar uma chave, mover uma alavanca ou conseguir um item para poder progredir. Jogos mais atuais e badalados, como Call of Duty e Battlefield 3, te colocam em uma experiência cinematográfica hollywoodiana, mas basicamente você anda pra frente, passando por checkpoints e enfrentando inimigos, sem muita profundidade. Não é o mesmo com Bioshock.

O jogo conta a história de Jack, passageiro de um vôo que cai inexplicavelmente no meio do Oceano Atlântico. Como único sobrevivente do desastre, Jack nada até um farol ali perto. Ao explorá-lo, encontra uma Bathysphere (uma espécie de veículo submarino utilizado para explorar as profundezas do oceano), que o leva até a cidade submersa de Rapture, uma visão utópica criada pelo visionário Andrew Ryan. Logo Jack vê que precisa escapar da cidade desolada, e acaba descobrindo mais sobre a mesma, seu criador, e seu próprio passado.

A ambientação do jogo é fantástica, te colocando numa cidade submersa a quilômetros de profundidade. A sensação de claustrofobia é evidente, e dá a impressão de que as redomas de vidro, que protegem os corredores, vão rachar a qualquer momento, deixando a água entrar e te matar afogado. Além disso, há a questão da cidade totalmente pilhada e arruinada por uma guerra civil, e seus moradores são ameaçadores.

Tela Bioshock

Uma característica da jogabilidade que separa o jogo dos demais é o uso dos Plasmids – que são modificações genéticas “enlatadas” que você pode utilizar para modificar o seu DNA e obter poderes como soltar raios, controlar objetos à distância, hipnotizar inimigos, etc. Um dos motivos para a queda de Rapture gira em torno dos Plasmids.

A dupla que ilustra a capa será uma constante na vida de Jack. As Little Sisters (as garotinhas) são responsáveis por coletar e estocar uma substância chamada ADAM, que é escassa e utilizada para obter os Plasmids. Logo podemos perceber que as menininhas são ferozmente cobiçadas pelos moradores. Por isso mesmo, elas são acompanhadas pelos Big Daddies, brutamontes em roupa de mergulhadores, responsáveis por sua segurança e por matar com requintes de crueldade qualquer um que ouse ameaçar a integridade de uma Little Sister.

Para se dar bem no jogo, você também precisa de ADAM, e consequentemente, das Little Sisters… e isso significa ter que passar pelos Big Daddies, tarefa nada fácil, que irá exigir estratégia e variedade.

Bioshock é um dos grandes jogos dessa geração, se você não conferiu, não sabe o que está perdendo.

Série Uncharted

Capa Uncharted Dual Pack - PS3

Yeah. You jump, count to five, and pull the cord. How hard can that be?

A série Uncharted dispensa comentários. Exclusiva do PS3, é uma das franquias de maior sucesso do console.

Uncharted, ao contrário dos outros dois jogos desta lista, não traz muita coisa de inovador (é claramente inspirado em Indiana Jones e nos jogos da série Tomb Raider), porém executa sua proposta com tamanha competência que isso não chega a ser um defeito. Pelo contrário, jogar Uncharted equivale a assistir um bom filme de ação com enredo Sessão da Tarde. E isso de forma alguma é ruim.

Tela de Uncharted: Drake's Fortune

O jogo te põe na pele de Nathan Drake, um caçador de tesouros, cuja motivação é viajar o mundo descobrindo vários mistérios históricos. O que diferencia Drake do protagonista usual de jogos de ação (principalmente os que envolvem tiroteio) é que ele é um cara normal, com bom-humor, sensatez de pensamentos e reflexos que indicam medo e cautela. Por exemplo, em uma sequência de tiroteio, Drake reagirá a tiros resvalando perto de sua posição, com aquele reflexo instantâneo e voluntário de tirar a cabeça do caminho e fechar os olhos.

Tela de Uncharted 2: Among Thieves

Os gráficos dos dois jogos são espetaculares, com uma riqueza de detalhes pouco vista nos jogos atuais. Por exemplo, quando Drake entra e sai da água, podemos notar sua roupa totalmente encharcada e enrugada. Selvas, ruínas, vilas e outros ambientes são reproduzidos com total esmero, capricho e cuidado. A dublagem também é executada com maestria, cada ator foi escolhido para adequar-se à personalidade de seu personagem.

Os momentos épicos nos quais o jogo te coloca contribuem para torná-lo inesquecível, principalmente na segunda aventura, onde passamos por selvas, montanhas cobertas de gelo, museus e até em cima de um trem em movimento.

Uncharted entra para esta lista com louvor, e em breve espero poder comprar a terceira aventura (já lançada).

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