Review: Shadow of the Colossus

Publicado: 7 novembro, 2008 em Games, Originalidade, Reviews

E aqui está; como prometido, meu review e impressões deste clássico, Shadow of the Colossus!

Capa do jogo

Capa do jogo

Introdução

Shadow of the Colossus, título para Playstation 2, foi desenvolvido e publicado pela Sony Computer Entertainment. O designer responsável é o já lendário Fumito Ueda, responsável por outro clássico cult, Ico. O jogo quebrou paradigmas para a época em que foi lançado, introduzindo um novo conceito de jogabilidade, onde você enfrenta apenas chefes. Hoje em dia, é aclamado como um clássico e um dos melhores jogos do Playstation 2.

História

O jogo conta a história de um rapaz misterioso, Wander (convenciona-se que é esse nome, apesar de não ser mencionado no jogo em nenhum momento), e seu esforço para ressucitar a jovem Mono, morta em um sacrifício. Para isso, ele viaja, levando o corpo dela, até um templo da chamada “Terra Proibida” em busca do ser superior / entidade Dormin, que possui o poder para “trazer as almas de volta a seus corpos”.

Nosso herói, Wander, e Mono.

Nosso herói, Wander, e Mono.

Dormin diz a Wander que, para ressucitar Mono, ele deve cumprir um ritual que consiste em viajar pela Terra Proibida, encontrar e derrotar os 16 colossos que lá habitam, avisando que o preço a pagar por isso é alto. Wander diz que não se importa e parte com seu fiel cavalo, Agro, em busca dos gigantes.

Ambientação

O mundo de Shadow of the Colossus é vasto e bonito. Desertos, florestas, planícies, montanhas, templos e ruínas compõem os belíssimos cenários que você vai encontrar ao longo da aventura. Seja procurando pelo próximo colosso a derrotar, seja dando apenas um passeio, você vai passar por lugares que vão te dar vontade de parar e admirar.

O jogo faz um belo trabalho em transmitir uma atmosfera de solidão, pois na maior parte do tempo você vai estar andando pelo mundo, seja a pé, ou cavalgando em Agro (que aliás é seu único aliado na história). Não há personagens adicionais pra interagir, não há cidades, pessoas, nem inimigos no meio do caminho. Apenas você, Agro, o ambiente, e o colosso que o aguarda no seu habitat natural. Apesar de no início parecer monótono, com o tempo o jogador entra no clima, e desfruta dessa característica que o jogo tem a oferecer.

Encontrando um colosso, a serenidade da viagem dá lugar à ação: Wander precisa, de alguma forma, desviar dos ataques do monstro e matá-lo, atacando seu ponto fraco com a espada. O problema é que você é insignificante perante o tamanho dessas bestas: algumas são maiores do que montanhas, e podem esmagá-lo com um simples golpe, quase te matando. O habitat dos colossos varia entre descampados, templos, lagos e desertos, todos igualmente belos.

Tá frio ai em cima?

Tá frio aí em cima?

Nota: 10

Gráficos

Como dito na seção anterior, os cenários de Shadow of the Colossus são lindos, verdadeiros paraísos. Muito se deve à engine gráfica do jogo, que, mesmo sendo de 2005, consegue extrair grande parte do potencial do PS2. Enquanto você navega pelo cenário, não há load times para transicionar os ambientes, o que adiciona à experiência.

Outro ponto positivo é a ausência de técnicas consagradas como fog (neblina) para esconder partes do mapa que ainda não foram renderizadas. O jogo utiliza imagens borradas no horizonte para simular a distância, e conforme o personagem se aproxima, ocorre a transição suave para o modelo 3D correspondente (mais detalhes aqui; Ctrl+F e procure por “Landscape Rendering”). Isso adiciona muito para a noção de vastidão do mundo.

Os colossos também são criados com maestria. Mesmo sendo enormes e com contagem poligonal razoável, são poucos os slowdowns (momentos de lentidão no jogo) percebidos. Os colossos tem várias formas e tamanhos, mas não vou revelar muito, pra não estragar a surpresa de quem for jogar eventualmente.

Existem vários bugs na parte gráfica, como alguns poucos objetos aparecendo na tela de repente, alguns momentos em que o personagem simplesmente ‘entrava’ nos objetos ou no chão do cenário, e alguns glitches de renderização aqui e ali. Nada que prejudique a experiência total do jogo, mas por conta disso a parte gráfica não recebe o 10.

Nota: 9.

Som

O som cumpre o seu papel nos dois momentos distintos de Shadow:

  • Quando você está explorando, não há música, apenas o som do vento, da água e dos animais selvagens, além das galopadas do seu cavalo; isso contribui para o clima solitário da aventura.
  • Quando você encontra o colosso, “entra em cena” a música: ela dita o ritmo da batalha, misteriosa quando você procura alcançá-los, feroz e emocionante quando você os domina e luta para atingí-los, e dramática quando eles finalmente tombam, derrotados. As melodias são orquestradas, e totalmente inesquecíveis.

Nota: 10

Jogabilidade

Simplicidade é a palavra-chave. Explico:

– Não há upgrades de habilidades: Wander vai do início ao fim do jogo com os mesmos movimentos sempre. Nada de comprar ou aprender um novo golpe, combo ou acrobacia; os únicos upgrades são a barra de energia e de grip, que aumentam a cada chefe derrotado;

– O jogo se desenrola em ciclos; basicamente, você caça o ‘colosso da vez’, derrota-o e retorna ao templo, só para repetir tudo;

– Ao enfrentar um colosso, a maior dificuldade (e aqui entra um aspecto de puzzle, ou quebra-cabeça) é descobrir como subir nele, para escalá-lo e atingir seu ponto fraco. Uma vez descoberto, derrotá-lo é uma questão de paciência.

A jogabilidade de Agro é fantástica; nunca andei de cavalo na vida, mas me senti como se estivesse. A experiência mais próxima de cavalgada que tive em um jogo foi em The Legend of Zelda: Ocarina of Time, e Shadow veio pra elevar o padrão. É simplesmente apaixonante.

Há alguns problemas na jogabilidade, o mais notório deles é a câmera que algumas vezes atrapalha quando se está no clímax de uma batalha; felizmente, ela é livre e pode ser ajustada, o que atenua um pouco o problema.

Replay

Infelizmente, Shadow of the Colossus é um jogo curto; chuto que, em 10 horas, um jogador mediano pode terminá-lo; se for mais dedicado, em 7 ou 8 horas.
Quando o jogo é terminado, abre-se o a dificuldade [i]Hard[/i]; ainda não joguei este pra saber como é, então não posso opinar. Também é destravada a opção de [i]Time Attack[/i], e é possível obter mais armas e upgrades para as existentes. Fora isso, não há muitas opções a não ser reviver toda a aventura novamente.

Nota: 8

Diversão

O principal fator de diversão da aventura é o combate com os colossos. O jogo te proporciona momentos heróicos ao derrubar monstros enormes, mesmo com recursos limitados e sendo tão pequeno em relação a eles.

Cavalgar em Agro é uma experiência única, como nunca vista antes desde The Legend of Zelda: Ocarina of Time.

Pra quem, como eu, curte exploração, poder viajar pela imensidão da Terra Proibida será responsável por muitas horas acrescidas na contagem final ao terminar o jogo. Eu perdi horas só futucando cada cantinho, usando a câmera livre pra contemplar planícies, o mar aberto, construções, desfiladeiros, pontes e até mesmo os colossos em movimento, são lindos demais.

Conclusão

Shadow of the Colossus foi um dinheiro muito bem gasto. Uma obra de arte em forma de jogo (tá, isso foi um clichê) que todo dono de PS2 que se preze deve ter para mostrar aos seus filhos.

Prós

  • Cavalgar em Agro;
  • A imensidão dos colossos;
  • Mundo vasto e belo a ser explorado.

Contras

  • Alguns slowdowns e quedas de frame-rate
  • Jogo muito curto;
  • A câmera atrapalha em alguns momentos mais críticos.

Créditos:

As imagens foram retiradas da Wikipedia e do making-of de Shadow of the Colossus.

Além de algumas que foram caçadas pelo Google Imagens.

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comentários
  1. raah disse:

    se fosse pra ter a força de algum dos colossus, eu escolheria o 9º, acho ele o mais difícil de todos.

  2. Rayn disse:

    lol essa é a capa original ??? R. NÃO ! porque NÃO ? 1º a arena de valus nao é fechada, 2ºnao tem como subir com o agro e 3º a mais mentirosa !!!!!!!!!!! COMO QUE AGRO E O COLOSSUS FOI PARA AI ??? OU SEJA ……….. A FENDA DO VENTO !!!!!!!!!!!!!!11

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