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Archive for the ‘Originalidade’ Category

Jogo brasileiro: Transportando o Brasil

13 Novembro, 2008 sejaoriginal 1 comentário

A Dynamic Games está desenvolvendo um jogo 100% nacional, entitulado Transportando o Brasil.

O jogo, segundo o site,  te coloca no papel de um pai de família que tem que dar o melhor de si na tentativa diária de dar uma vida melhor para sua mulher e filhos.

Pelas fotos, o jogo parece bonito. Ainda não vi vídeos (estou no trabalho e o Youtube é bloqueado) mas colocarei impressões mais precisas após vê-los em casa.

De qualquer forma, a iniciativa é válida e eu deixo aqui registrados os meus parabéns aos desenvolvedores. Num mercado pouco incentivado como o de jogos no Brasil, qualquer atitude é válida, e o passo é importantíssimo para a maturidade desse mercado.

Review: Shadow of the Colossus

7 Novembro, 2008 sejaoriginal 1 comentário

E aqui está; como prometido, meu review e impressões deste clássico, Shadow of the Colossus!

Capa do jogo

Capa do jogo

Introdução

Shadow of the Colossus, título para Playstation 2, foi desenvolvido e publicado pela Sony Computer Entertainment. O designer responsável é o já lendário Fumito Ueda, responsável por outro clássico cult, Ico. O jogo quebrou paradigmas para a época em que foi lançado, introduzindo um novo conceito de jogabilidade, onde você enfrenta apenas chefes. Hoje em dia, é aclamado como um clássico e um dos melhores jogos do Playstation 2.

História

O jogo conta a história de um rapaz misterioso, Wander (convenciona-se que é esse nome, apesar de não ser mencionado no jogo em nenhum momento), e seu esforço para ressucitar a jovem Mono, morta em um sacrifício. Para isso, ele viaja, levando o corpo dela, até um templo da chamada “Terra Proibida” em busca do ser superior / entidade Dormin, que possui o poder para “trazer as almas de volta a seus corpos”.

Nosso herói, Wander, e Mono.

Nosso herói, Wander, e Mono.

Dormin diz a Wander que, para ressucitar Mono, ele deve cumprir um ritual que consiste em viajar pela Terra Proibida, encontrar e derrotar os 16 colossos que lá habitam, avisando que o preço a pagar por isso é alto. Wander diz que não se importa e parte com seu fiel cavalo, Agro, em busca dos gigantes.

Ambientação

O mundo de Shadow of the Colossus é vasto e bonito. Desertos, florestas, planícies, montanhas, templos e ruínas compõem os belíssimos cenários que você vai encontrar ao longo da aventura. Seja procurando pelo próximo colosso a derrotar, seja dando apenas um passeio, você vai passar por lugares que vão te dar vontade de parar e admirar.

O jogo faz um belo trabalho em transmitir uma atmosfera de solidão, pois na maior parte do tempo você vai estar andando pelo mundo, seja a pé, ou cavalgando em Agro (que aliás é seu único aliado na história). Não há personagens adicionais pra interagir, não há cidades, pessoas, nem inimigos no meio do caminho. Apenas você, Agro, o ambiente, e o colosso que o aguarda no seu habitat natural. Apesar de no início parecer monótono, com o tempo o jogador entra no clima, e desfruta dessa característica que o jogo tem a oferecer.

Encontrando um colosso, a serenidade da viagem dá lugar à ação: Wander precisa, de alguma forma, desviar dos ataques do monstro e matá-lo, atacando seu ponto fraco com a espada. O problema é que você é insignificante perante o tamanho dessas bestas: algumas são maiores do que montanhas, e podem esmagá-lo com um simples golpe, quase te matando. O habitat dos colossos varia entre descampados, templos, lagos e desertos, todos igualmente belos.

Tá frio ai em cima?

Tá frio aí em cima?

Nota: 10

Gráficos

Como dito na seção anterior, os cenários de Shadow of the Colossus são lindos, verdadeiros paraísos. Muito se deve à engine gráfica do jogo, que, mesmo sendo de 2005, consegue extrair grande parte do potencial do PS2. Enquanto você navega pelo cenário, não há load times para transicionar os ambientes, o que adiciona à experiência.

Outro ponto positivo é a ausência de técnicas consagradas como fog (neblina) para esconder partes do mapa que ainda não foram renderizadas. O jogo utiliza imagens borradas no horizonte para simular a distância, e conforme o personagem se aproxima, ocorre a transição suave para o modelo 3D correspondente (mais detalhes aqui; Ctrl+F e procure por “Landscape Rendering”). Isso adiciona muito para a noção de vastidão do mundo.

Os colossos também são criados com maestria. Mesmo sendo enormes e com contagem poligonal razoável, são poucos os slowdowns (momentos de lentidão no jogo) percebidos. Os colossos tem várias formas e tamanhos, mas não vou revelar muito, pra não estragar a surpresa de quem for jogar eventualmente.

Existem vários bugs na parte gráfica, como alguns poucos objetos aparecendo na tela de repente, alguns momentos em que o personagem simplesmente ‘entrava’ nos objetos ou no chão do cenário, e alguns glitches de renderização aqui e ali. Nada que prejudique a experiência total do jogo, mas por conta disso a parte gráfica não recebe o 10.

Nota: 9.

Som

O som cumpre o seu papel nos dois momentos distintos de Shadow:

  • Quando você está explorando, não há música, apenas o som do vento, da água e dos animais selvagens, além das galopadas do seu cavalo; isso contribui para o clima solitário da aventura.
  • Quando você encontra o colosso, “entra em cena” a música: ela dita o ritmo da batalha, misteriosa quando você procura alcançá-los, feroz e emocionante quando você os domina e luta para atingí-los, e dramática quando eles finalmente tombam, derrotados. As melodias são orquestradas, e totalmente inesquecíveis.

Nota: 10

Jogabilidade

Simplicidade é a palavra-chave. Explico:

- Não há upgrades de habilidades: Wander vai do início ao fim do jogo com os mesmos movimentos sempre. Nada de comprar ou aprender um novo golpe, combo ou acrobacia; os únicos upgrades são a barra de energia e de grip, que aumentam a cada chefe derrotado;

- O jogo se desenrola em ciclos; basicamente, você caça o ‘colosso da vez’, derrota-o e retorna ao templo, só para repetir tudo;

- Ao enfrentar um colosso, a maior dificuldade (e aqui entra um aspecto de puzzle, ou quebra-cabeça) é descobrir como subir nele, para escalá-lo e atingir seu ponto fraco. Uma vez descoberto, derrotá-lo é uma questão de paciência.

A jogabilidade de Agro é fantástica; nunca andei de cavalo na vida, mas me senti como se estivesse. A experiência mais próxima de cavalgada que tive em um jogo foi em The Legend of Zelda: Ocarina of Time, e Shadow veio pra elevar o padrão. É simplesmente apaixonante.

Há alguns problemas na jogabilidade, o mais notório deles é a câmera que algumas vezes atrapalha quando se está no clímax de uma batalha; felizmente, ela é livre e pode ser ajustada, o que atenua um pouco o problema.

Replay

Infelizmente, Shadow of the Colossus é um jogo curto; chuto que, em 10 horas, um jogador mediano pode terminá-lo; se for mais dedicado, em 7 ou 8 horas.
Quando o jogo é terminado, abre-se o a dificuldade [i]Hard[/i]; ainda não joguei este pra saber como é, então não posso opinar. Também é destravada a opção de [i]Time Attack[/i], e é possível obter mais armas e upgrades para as existentes. Fora isso, não há muitas opções a não ser reviver toda a aventura novamente.

Nota: 8

Diversão

O principal fator de diversão da aventura é o combate com os colossos. O jogo te proporciona momentos heróicos ao derrubar monstros enormes, mesmo com recursos limitados e sendo tão pequeno em relação a eles.

Cavalgar em Agro é uma experiência única, como nunca vista antes desde The Legend of Zelda: Ocarina of Time.

Pra quem, como eu, curte exploração, poder viajar pela imensidão da Terra Proibida será responsável por muitas horas acrescidas na contagem final ao terminar o jogo. Eu perdi horas só futucando cada cantinho, usando a câmera livre pra contemplar planícies, o mar aberto, construções, desfiladeiros, pontes e até mesmo os colossos em movimento, são lindos demais.

Conclusão

Shadow of the Colossus foi um dinheiro muito bem gasto. Uma obra de arte em forma de jogo (tá, isso foi um clichê) que todo dono de PS2 que se preze deve ter para mostrar aos seus filhos.

Prós

  • Cavalgar em Agro;
  • A imensidão dos colossos;
  • Mundo vasto e belo a ser explorado.

Contras

  • Alguns slowdowns e quedas de frame-rate
  • Jogo muito curto;
  • A câmera atrapalha em alguns momentos mais críticos.

Créditos:

As imagens foram retiradas da Wikipedia e do making-of de Shadow of the Colossus.

Além de algumas que foram caçadas pelo Google Imagens.

Lendo o manual do GMail

Hoje de manhã eu abri minha caixa de e-mail do Gmail. Estava lá… Inbox com 1617 mensagens não-lidas. Fruto do meu relaxamento em arquivar as mensagens, acabei deixando a caixa de entrada entulhada com mensagens que já não faziam nenhum sentido. Entre mensagens relevantes e automáticas, o número não me causava muito desconforto, mas hoje resolvi arrumar a casa.

Então comecei. Vamos lá… primeira página do e-mail (50 e-mails por página). Quero arquivar as mensagens lidas primeiro, para depois ler alguma mensagem que possa ter deixado passar antes de arquivá-la. Mas reparei numa coisa… não tem um botão “Selecionar todas as mensagens lidas”! Eu teria que navegar por mais de 100 páginas pra poder selecionar e arquivar as mensagens que eu queria!!! PUTZ!!! :P

Pensei: deve ter um jeito melhor. Então fui ao Google e procurei algo do tipo “Select all read messages”. Então encontrei a solução neste link: usar as opções de busca do GMail.

Confesso que nunca dei bola, achando que só usar a busca básica seria o suficiente pra mim. Mas, tamanha a bagunça que estava na minha caixa de entrada, eu iria no mínimo perder a manhã inteira num processo mecânico, e não estava nem um pouco disposto a isso. Pela minha ignorância, deixei a caixa de entrada se tornar um caos completo. E eu que sempre critiquei quem sai usando os produtos sem ler o manual antes… shame on me.

Então, abrindo o Help do GMail, e de posse das opções avançadas de busca, tasquei lá no search: “in:inbox is:read”, que significa “todas as mensagens da caixa de entrada que já foram lidas”. E voilá! Todas as mensagens lidas, na minha mão, bastou clicar em Arquivar… e todo o trabalho de uma manhã inteira foi resumido a alguns segundos! Great!

Mas ainda não acabou… e as mensagens não lidas? Essas requeriam um pouco mais de cuidado, afinal de contas, posso ter deixado passar alguma coisa importante. Reparei que muitas mensagens são spams, notificações de recados no orkut e convites, entre outras “inutilidades”. Logo, fui filtrando caso a caso para mandar bala. Pegar todos os recados do orkut foi fácil: “in:inbox from:orkut”. Marquei todas como lidas e mandei pro arquivo. Fiz isso com todas as outras, e em menos de meia hora, minha caixa de entrada estava limpinha, cheirando a nova.

Conclusão: RTFM para mim. Conhecimento é poder, sempre.

Mais informações: Ajuda do Gmail

CategoriasGoogle, Originalidade Tags:

Por que comprar original?

20 Agosto, 2008 sejaoriginal 2 comentários

Este é um assunto que, pelo menos aqui no Brasil, gera bastante polêmica. Por que diabos eu decidi comprar só jogos e filmes originais?

Poderia pensar, hoje, em vários motivos nobres: principalmente na área de jogos, eu estaria contribuindo para a indústria, desmotivando a pirataria e por conseqüência, se outras pessoas fizerem o mesmo, aumentando as chances do mercado brasileiro ter maior visibilidade lá fora. Mas essa era uma visão que eu não tinha até pouco tempo atrás. Meus motivos, a meu ver, não tem nada de nobres.

Quando eu tinha apenas um Playstation 1, eu tinha vários jogos piratas que comprava na feira de camelôs perto da minha casa. Com uma freqüência mensal, e muitas vezes semanal, eu ia lá e pegava um joguinho. Baratinho, R$ 10. Ainda não trabalhava, estava fazendo segundo grau, e era a oportunidade que eu tinha de conhecer os jogos que eu via na revista (na época, a saudosa Gamers) e que queria tanto jogar. Clássicos como Final Fantasy VII, VIII e IX, Grandia, Metal Gear Solid, Lunar, Breath of Fire, todos foram adquiridos nas barraquinhas.

Em contrapartida, a freqüência com que eu adquiria os jogos não me permitia desfrutar de todos em sua plenitude. Vários títulos ficaram por finalizar, ou quando terminava, deixava jogado em um canto esquecido, enquanto aproveitava a próxima novidade. Com raras exceções, os jogos tornavam-se praticamente descartáveis.

Não que eu tivesse pena dos joguinhos encostados, mas se fosse parar pra pensar quanta grana gastei em jogos que não aproveitei adequadamente,  acho que dava pra comprar um ou dois originais bem escolhidos. Outra coisa, os piratas não tem a mesma qualidade dos originais, seja na estética (capas dos jogos e CDs com fotos escaneadas e de baixa resolução, mídias arranhadas ou escritas com caneta piloto, etc.) ou no próprio conteúdo (vários jogos que eu comprei tinham problemas em algum aspecto, seja nas CGs, no som, na qualidade da imagem, etc.). Na época, eu nem ligava pra isso, mas quando comprei o primeiro original, fiquei apaixonado pela capa colorida, manual explicadinho (apesar de muitas vezes eu ignorá-lo de primeira – prefiro aprender a jogar jogando ;) ), mídia impecável e que funcionava sem problemas.

Mas por que eu comprei original, afinal de contas? Por medo, pura e simplesmente; você pode me chamar de rookie, newbie, até noob, depois de ler, mas é a mais pura verdade. Quando ganhei meu Playstation 2, em 2004, modelo Slim (que eu nem sabia existir, achei que ia pegar o tijolão – fiquei desinformado do mundo dos games quando entrei pra faculdade e o PS1 “caiu em desuso”), busquei várias informações para saber como desbloquear. O modelo Slim era recente, e por isso, não havia desbloqueio confiável: li vários relatos de PSTwo’s queimando, ou com desbloqueio imperfeito, ou estragando depois de um tempo. Claro, hoje em dia o processo está bem consolidado, mas eu não queria esperar, tampouco arriscar estragar o meu recém-adquirido console. A saída foi pegar original.

Foi assim com Final Fantasy X, o primeiro jogo original que eu comprei. Como era um jogo relativamente antigo, já tinha uns 3 anos, não estava tão caro, R$ 110 (bem mais do que os R$ 10 que eu costumava gastar nas feirinhas). Aí surgiu uma diferença. Como não dava pra comprar com a freqüência anterior (semanal, mensal), eu tive que me contentar com um jogo apenas por vários meses. Isso me permitiu aproveitá-lo adequadamente. Joguei várias vezes após zerar, descobrindo novos caminhos e segredos e reforçando o enredo. Depois de FFX vieram Gran Turismo 3, Dragon Quest VIII, Kingdom Hearts, e mais recentemente, Metal Gear Solid Essentials.

Hoje em dia, compro apenas originais. Além do valor agregado de colecionador, aproveito muito melhor a obra, além de ter apenas os jogos que eu realmente quero; quality over quantity. Não dá pra comprar sempre; mas sempre que compro, tenho a sensação de que valeu cada centavo gasto. E de brinde, ainda contribuo no combate à pirataria! :)

CategoriasGames, Originalidade